Estudos recentes do Instituto Datafolha apontam que 9% dos idosos brasileiros
consomem bebidas alcoólicas todos os dias.
Outra pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São
Paulo revela que 15,9% dos alcoólatras acima dos 60 anos de idade têm pouca
escolaridade, enquanto o índice de alcoolismo cai para 2,2% entre os idosos que
estudaram por mais de 12 anos.
A pesquisa demonstrou, também, que o alcoolismo está presente em todas as classes
econômicas, mas especialmente nas camadas mais pobres. A população idosa da
classe A tem 7% de idosos sofrendo com o alcoolismo; na classe B, são 3,1% dos
idosos; na classe C, 8,8% dos idosos; na classe D, 13,6% dos idosos; na classe E,
18,3% dos idosos.
Muito embora a solidão costume ser uma motivação para o alcoolismo, a pesquisa
revelou que o maior índice de alcoolismo está entre os idosos casados, com 13% deles
dependentes do álcool. Em contrapartida os solteiros têm índice de 6,6%; separados
ou divorciados, 5,6%. Já entre viúvos, o índice é de 4,2%.
No geral, o índice de alcoolismo entre os homens idosos atingiu os 20%. Entre as
mulheres, esse ficou bem abaixo com apenas 3,1%.
Segundo os especialistas, fatores decorrentes do envelhecimento como, por exemplo,
a perda de entes queridos ou falta de suporte social e até mesmo a aposentadoria
levam ao alcoolismo na terceira idade.
Obviamente, o alcoolismo traz consequências adicionais para a saúde dos idosos: o
consumo, mesmo em pequenas doses, aumenta o risco de queda, o que é um
problema muito grave em se tratando de idosos. Outros riscos relacionados ao
consumo de bebida alcoólica por idosos são os problemas de desnutrição, aumento de
pressão arterial e doenças cardiovasculares. Além disso, como essa população
frequentemente faz uso de medicamentos, o uso de álcool pode ser altamente
prejudicial, causando quadros graves de confusão mental.
Quando a dependência química de álcool é detectada na terceira idade e os amigos e
familiares observam uma mudança no comportamento é importante para o alcoólatra
receber apoio de pessoas queridas. Além de conversar com o idoso, é preciso mostrar
preocupação excessiva e ajudá-lo a procurar ajuda capacitada.
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