O alcoolismo é uma doença agravada pelo uso crônico e dependente do álcool que afeta, no Brasil, pelo menos, 12 milhões de pessoas, o equivalente a 6% da população.

A dependência do álcool causa problemas no seio familiar, no âmbito afetivo e no profissional, representando dificuldades que envolvem questões ligadas ao comportamento e à saúde mental.

Considerado socialmente aceitável, costuma ser delicado estabelecer um limite entre o uso casual e a dependência da bebida alcoólica. Contextualmente, o exemplo de membros da família e de amigos também é um fator determinante para a decisão de começar a beber cada vez mais cedo.

Mas será que, além do exemplo, o alcoolismo é genético? Vamos responder a esta pergunta nesse post.

O ALCOOLISMO PODE SER HEREDITÁRIO?

Pesquisadores norte americanos revelaram recentemente em um estudo a confirmação da hipótese de que as pessoas que consomem álcool frequentemente podem ter, realmente, uma predisposição genética. A pesquisa aponta que a tendência ao alcoolismo pode chegar a 50% nos filhos de pais alcoólatras.

Estudos mostram que adolescentes abstêmios, filhos de pais alcoólicos, têm mais resistência aos efeitos do álcool do que jovens da mesma idade, cujos pais não abusam da droga.

Muitos desses filhos de alcoólicos se recusam a beber para não seguir o exemplo de casa. Quando acompanhados por vários anos, porém, esses adolescentes apresentam maior probabilidade de abandonar a abstinência e tornarem-se dependentes.

Filhos biológicos de pais alcoólicos criados por famílias adotivas têm mais dificuldade de abandonar a bebida do que alcoólicos que não têm história familiar de abuso da droga.

Isso acontece porque é a herança genética que determina os traços humanos de todos os seres. Esse processo funciona para todas as características físicas ou comportamentais, sejam elas boas ou ruins. Tanto os aspectos ligados à inteligência quanto aqueles relacionados ao consumo abusivo de álcool ou de drogas podem ser herdados dos pais.

Há outros aspectos, no entanto, que precisam ser considerados, já que também desempenham um importante papel nessa questão. O ambiente e o estilo de vida, por exemplo, aumentam o risco de alterações comportamentais que podem levar à dependência do alcoolismo.

Além de considerar que o alcoolismo é genético, é necessário se atentar a essas influências externas associadas aos transtornos resultantes do abuso de álcool. Vale destacar, portanto, que o consumo abusivo de álcool está associado a diferentes mecanismos.

Mesmo considerando as questões hereditárias, a personalidade e as condições de saúde de uma pessoa podem ser melhoradas pelo ambiente, pelo estilo de vida e por meio de um tratamento adequado.

COMO PROCURAR AJUDA?

O primeiro passo é sempre evitar a negação do problema e o total reconhecimento de que o consumo abusivo de bebidas alcoólicas exige um tratamento eficaz.

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