Quantas vezes um alcoólatra já usou a expressão “vou beber para afogar as mágoas”

ou “quero anestesiar o coração” é uma conta impossível de definir. Porém, isso revela

a dificuldade que os dependentes têm de reconhecer emoções.

Estudo realizado pela equipe de Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão

Preto comparou vítimas de alcoolismo com pessoas saudáveis e, após uma série de

testes, verificou que, além de sofrerem mais com depressão e ansiedade, os

dependentes de álcool apresentam maior déficit para reconhecer e julgar emoções.

A habilidade para identificar emoções é uma condição inata dos seres humanos que

propicia interações sociais saudáveis e nos protege dos perigos, ou seja, a ação dos

efeitos neurotóxicos da bebida em circuitos neurais diversos causa incapacidade de

reagir a expressões e emoções de medo, nojo, alegria, tristeza e surpresa nos torna

mais vulneráveis a riscos graves.

O CONSUMO EXCESSIVO DE ÁLCOOL ESTÁ ASSOCIADO À DEPRESSÃO

O alto nível de consumo de álcool, uso abusivo ou dependência estão frequentemente

associados à presença de sintomas depressivos. Estudos científicos apontam, ainda,

que a depressão é vista como um fator de estímulo ao uso de álcool. Para aqueles com

diagnóstico duplo de alcoolismo e depressão, o luto por não poder beber é

intensificado. Isso geralmente ocorre porque, uma vez que as pessoas com distúrbios

concomitantes param de beber, todos os sentimentos que foram medicados ao longo

dos anos pelo álcool começam a vir à tona. Isso pode fazer com que passem por uma

agonia profunda e muito dolorosa.

A dificuldade em passar por ocasiões sociais sem beber, naturalmente muito difícil para

o alcoólatra, é bastante intensificada na rotina dos alcoólatras com transtorno

depressivo. Quando a pessoa está deprimida e se encontra em um ambiente feliz,

como uma festa de aniversário por exemplo, isso pode desencadear gatilhos que

impulsionam a ansiedade para beber porque ela enxerga as pessoas ao redor dela

felizes e ela não consegue se sentir plenamente bem naquele lugar.

Então, é mais difícil para pessoas com depressão e vício – especialmente um vício que

pode se mascarar como “socialmente aceitável” em algumas circunstâncias. como

beber – para vencer um vício? A resposta curta é sim. A longa resposta é: não

necessariamente.

Em parte, isso ocorre porque alguém com diagnóstico preciso de depressão pode

receber prescrição de medicamentos que irão estabilizar seus sintomas depressivos.

COMO POSSO AJUDAR UMA PESSOA DEPRESSIVA E ALCOÓLATRA

Construa uma rede de apoio sólida e socialmente sóbria e tente incluir pessoas que

também sofrem de transtornos depressivos e estão em recuperação.

Ajude a pessoa a evitar lugares e coisas que desencadeiam desejos e impulsos ou que

você acha que desencadeiam sintomas depressivos. Durante feriados, aniversários,

casamentos ou outros eventos especiais, seja a companhia da pessoa e sirva de apoio

para ela. No evento, tenha um plano de ação e um limite de tempo para permanecerem

no local: por exemplo, siga o plano de saudar as pessoas, parabenizá-las e, em

seguida, começar a se despedir depois de trinta minutos. Se for um jantar em família,

como a Ceia de Natal, que desencadeia os sintomas depressivos ou ânsias de álcool

da pessoa, talvez o ideal seja evitar que a pessoa compareça ou, em último caso,

chegue ao local apenas para a sobremesa.

Procure explicar para a pessoa que ela é totalmente responsável por sua sobriedade,

bem como por cuidar de sua depressão. Mostre a ela que não dá para esperar que o

mundo mude ao redor dela e as pessoas parem de beber na presença dela. Nesse

sentido, estimule a pessoa a manter um acompanhamento profissional para ajudá-la a

trabalhar as habilidades para dizer “não” ao álcool.

 

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